quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Portugal - Fotografia & o 25 de Abril - 'O DIA 25 DE ABRIL DE 1974 (76 fotografias e um retrato)', de Alfredo Cunha e Adelino Gomes - Lisboa 1999 - Raro




Portugal - Fotografia & 25 de Abril - A revolução portuguesa de derrube do regime de Marcelo Caetano em fotografias históricas


'O DIA 25 DE ABRIL DE 1974 (76 fotografias e um retrato)'
De Alfredo Cunha (Fotografias)
Adelino Gomes (Textos e legendas)
Edição Contexto
Lisboa 1999


Livro com 144 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação. A foto-book.
De difícil localização.
RARO.


Com excelentes e históricas fotografias da revolução desencadeada pelos militares portugueses para derrube do regime ditatorial do Estado Novo então liderado por Marcelo Caetano e da autoria de um dos fotógrafos portugueses mais consagrados, Alfredo cunha foi de facto um dos grandes imortalizadores destes acontecimentos, tendo as suas películas corrido mundo e fazendo parte de inúmeras publicações periódicas e outros tantos livros nacionais e estrangeiros. Na elaboração dos textos e legendas está associado um dos jornalistas mais experientes e que também viveu a jornada do 25 de Abril de 1974 no meio dos acontecimentos relatando-os em directo para a rádio em que então trabalhava.

Esta é uma obra essencial da história portuguesa, do 25 de Abril de 1974 e da fotografia mundial.


Preço: 70,00€;

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Moçambique & Descolonização - 07 de SETEMBRO de 1974 - Lote de 3 livros e 2 jornais da época - MUITO RAROS




Moçambique & Descolonização - Os acontecimentos do 7 de Setembro de 1974 em Lourenço Marques relatados por quem os viveu, 40 anos depois


07 de SETEMBRO de 1974 - Lote de 3 livros e 2 jornais da época.
1. - 'AQUI MOÇAMBIQUE LIVRE', de Ricardo Saavedra, Edição Livraria Moderna - África do Sul 1975;
2. - 'MOÇAMBIQUE - 7 DE SETEMBRO', de Clotilde Mesquitela, Edição A RUA - Lisboa 1977;
3. - 'OS DIAS DO FIM', de Ricardo Saavedra, Editora Casa das Letras - Lisboa 2014;
4. - 2 exemplares do jornal 'O DIÁRIO' de Lourenço Marques - Edições de 0 e 10 de Setembro de 1974;




1. - 'AQUI MOÇAMBIQUE LIVRE'
De Ricardo Saavedra
Edição Livraria Moderna
África do Sul 1975

Livro com 172 páginas, muito ilustrado (88 páginas com 167 fotografias e 10 ilustrações) e em muito bom estado de conservação.
De muito, muito difícil localização.
MUITO RARO.

Da contra-capa:
"TESTEMUNHO
Esta edição da Livraria Moderna tem a sonância de um grito na noite. Grito de aço que se prolonga, interminável, a ferir ouvidos do Mundo. Grito espontâneo, vizinho do medo, irmão do desespero, que engalfinha multidões. Que penetra vento agreste e o radioso solde Setembro. Grito que chora de alegria, eufórico adjectivo da Liberdade conquistada. Grito que sangra, mordido pelo remorso. Primavera sem manhã, pomba sem asas, paginação sem medida.

Esta edição consagra a coragem. É um documento vivo que homenageia milhares de mortos anónimos. Pedrada no charco, enlameia hoje o futuro. E é proibido lê-lo amanhã."



Do INDÍCE:
Nota do Editor;
Dedicatória;
Agradecimento e justificação;
Palavras loucas;
Introdução;

AQUI MOÇAMBIQUE LIVRE:
- O preço da traição;
- Antecedentes;
- Moçambicanos em Lisboa;
- 'Acordo de Lusaka';
- MML - Movimento de Moçambique Livre;
- Noventa horas de liberdade: o grito mais longo;
- Os reféns;
- Romaria de Liberdade;
- Horas dramáticas;
- Último Hino para cem mortos à hora;
- Frente de Libertação;

POSFÁCIO:
- Um capítulo que faltou;
- Quem vendeu Moçambique;
- De como nasce um exército comunista;
- E em Moçambique, entretanto?;
- Spínola e o '11 de Março';

PARA A BIBLIOGRAFIA DE UMA REVOLUÇÃO:
- O direito de revolta;
- Programa da Junta de Salvação Nacional;
- Ultramar - O centro das preocupações nacionais;
- Moçambique: Uma autodeterminação falseada?;
- Breves notas;
- Palavras do General Costa Gomes sobre Moçambique;
- Comunicado do Partido de Coligação Nacional;
- Texto do 'ACORDO DE LUSAKA';
- 'ACORDO DE LUSAKA': Um caso de ilegalidade constitucional;
- Em António enes: Depoimento de uma vítima;
- Os acontecimentos de Lourenço Marques;
- '7 de Setembro de 1974';
- Primeira reportagem distribuída pela Agência 'Lusitânia';
- O M.M.L. (Movimento Moçambique Livre) na cidade da Beira;
- Declarações do Primeiro Ministro português;
- 'OPERAÇÃO HOMEM';
- Apelo do General Costa Gomes;
- 'Carta Aberta' ao senhor General Costa Gomes;
- Reportagem que não saiu;
- Liberdade em horas de desespero;
- 'Manifesto ao Povo Português';
- O último discurso do General Spínola como Presidente da República;
- Spínola considerou supérflua a existência do M.F.A. como centro do poder;
- O Sr. General deu uma entrevista;
- Crise no governo de Portugal;
- A anarquia está varrendo o país;

Requiem para os brancos em Moçambique;
Samora Machel ataca o exército português: Generais corruptos e soldados drogados que a FRELIMO derrotou;
A confissão de Uria Simango;



2. - 'MOÇAMBIQUE - 7 DE SETEMBRO'
De Clotilde Mesquitela
Edição A RUA
Lisboa 1977

Livro com 262 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação.
De difícil localização.
Raro

Da contra-capa:
"O 7 de Setembro foi o dia mais longo da nossa história. Setenta e duas horas vividas em plenitude da esperança e da angustia, na euforia da vitória e no sombrio desespero da derrota, da derrota de Portugal vitoriado até no assombro pelas vozes de pretos e de brancos, defendido até à exaustão pela exaltação de pretos e brancos.
Na densidade desse arranque e na agonia dessas lágrimas, foi também o derradeiro abraço da Nação - daqui partia para o exílio e da que ficava como permanente penhor de fidelidade e de sofrimento.
Este livro contém a cronologia dos acontecimentos que iluminaram e obscureceram essas horas: o seu Te Deum e o seu Requiem. Como num ritual litúrgico nele se oficia a alegria e a tristeza, a efusão e a dor, a esperança e o exílio. Homens, mulheres e crianças, pretos, mestiços, indianos, novos e velhos, iluminados de fé ou crispados de ódio, condensaram Portugal numa multidão paramentada para um destino trágico. Os antigos soldados envergaram os seus camuflados, as crianças vestiram-se de branco para festejar o amor que os tornou vigilantes e a indignação que os tornou ferozes.
Ao fim de setenta e duas horas, as mães arrebataram os filhos, os maridos correram ao lados das mulheres e procuraram à margem do país que os rejeitava o sacrifício que o redimisse."



Do ÍNDICE:

Capítulo I
Moçambique - 25 de Abril de 1974
Portugal - 25 de Abril de 1974

Capítulo II
O Sete de Setembro - 'AQUI MOÇAMBIQUE LIVRE'

Capítulo III
Da rendição ao exílio

a - PESSOAS
b - ORGANIZAÇÕES MILITARES
c - MOVIMENTOS UNIVERSITÁRIOS
d - PARTIDOS POLÍTICOS DE MOÇAMBIQUE



3. - 'OS DIAS DO FIM'
De Ricardo Saavedra
Editora Casa das Letras
Lisboa 2014

Livro com 428 páginas e como novo. Em excepcional estado de conservação.

Da contra-capa:
"Muito interessante, sobretudo naquilo que dá de continuidade e de acompanhamento da actividade de Jorge Jardim, realmente um Lawrence português. - Marcelo Rebelo de Sousa"

"Este livro jornalístico afronta a tradição do nosso romance. O recurso à escrita diarística, às súmulas cronísticas e aos textos anexos confere-lhe a simplicidade profunda dos estilos híbridos, seguindo os trâmites de um Truman Capote. - João de Melo"

"Esta história, mais do que um livro, merece um filme. Tem intriga, acção, espionagem, sexo e personagens fascinantes (...). Sobretudo assenta em diálogos muito bons. Enfim, pode dizer-se que é um autêntico guião, pronto a adaptar. - José Mário Silva"

"Escrito num estilo enxuto, sem grande adjectivação, e mantendo a cadência adequada, 'OS DIAS DO FIM' dão testemunho de um período concrecto da história de Moçambique, com referências bem fundamentadas a alguns episódios (e personalidades) que precipitaram a borrasca imperial. - Eduardo Pitta"


Do ÍNDICE:
PRÓLOGO
A marcha dos centuriões;

I - ABRIL - MAIO
Cravos não florescem no Índico;

Anexo 1 - O cansaço do guerreiro;
Anexo 2 - Confronto com o bode expiatório;
Anexo 3 - As abelhas e os zangões;

II - JUNHO
Quando os relógios andam para trás;

III - JULHO
Os Dragões do medo;

IV - AGOSTO
Entre a fuga e a violência;

Anexo 4 - A alternativa;
Anexo 5 - Pés-de-chumbo e champanhe;

V - SETEMBRO
Liberdade, apocalipse e êxodo;

Anexo 6 - A ferro e fogo;

VI - SEGUNDA QUINZENA
Obscuro exílio;

Anexo 7 - Suicídio ou crime?

O PRINCÍPIO DO APOCALIPSE EM 'OS DIAS DO FIM';
QUASE 40 ANOS DEPOIS;

Agradecimentos.



4. - 2 exemplares do jornal 'O DIÁRIO' de Lourenço Marques - Edições de 08 e 10 de Setembro de 1974
Originais de um dos jornais mais emblemáticos de Moçambique editados na então cidade de Lourenço Marques.
Edições completas e em muito bom estado de conservação.
Constituem um importante documento destes acontecimentos e da história recente de Moçambique e da descolonização.

a). - Jornal 'O DIÁRIO', n.º 19.548, de 08 de Setembro de 1974 (Domingo);
Assuntos em destaque:
1.ª página
- Depois de Lourenço Marques
POR TODA A PARTE EM MOÇAMBIQUE SOOU O "NÃO" EXPONTÂNEO È DECISÃO DE "ENTREGA" EM LUSAKA
'O Movimento da Liberdade, em boa hora lançado ao fim da tarde de ontem por um grupo de portugueses que desejam um Moçambique verdadeiramente livre, está a receber praticamente a adesão de toda a população deste portentoso estado do Índico, onde negros, brancos, mistos e asiáticos têm lugar para dar a sua quota-parte (e valiosa) colaboração para o engrandecimeto sócio-económico desta parcela portuguesa no continente africano.'
- O GEN. COSTA GOMES NUM APELO À POPULAÇÃO
- A BEIRA ADERE AO MOVIMENTO
- JORGE JARDIM E O MANDATO DE CAPTURA
Última página
- ALERTA MOÇAMBIQUE !
- TODOS UNIDOS POR UM MOÇAMBIQUE DE TODOS
- Excelente acção da 'RÁDIO MOÇAMBIQUE LIVRE'
- Texto do 'acordo de lusaka'
Nas páginas interiores
- 'ZECA RUÇO' EM LIBERDADE
- FORTE EXPLOSÃO NO PAIOL DE BENFICA
- ASSIM NASCE UM MOÇAMBIQUE LIVRE
(Reportagem fotográfica dos acontecimentos)
- IMPRESSIONANTE MANIFESTAÇÃO NA PRAÇA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE
Milhares de pessoas entoam o Hino Nacional
- 'FRELIMO': LEGÍTIMO REPRESENTANTE DO POVO DE MOÇAMBIQUE
Texto de Pinho Berreiros;
- A SITUAÇÃO EM MOÇAMBIQUE NA MADRUGADA E MANHÃ DE ONTEM
- A MATOLA DESDE A PRIMEIRA HORA LADO A LADO COM L. MARQUES
- TEM A PALAVRA O POVO
- O GENERAL COMANDANTE-CHEFE AGUARDADO EM L. MARQUES
- Aqui Rádio Moçambique Livre


b). - Jornal 'O DIÁRIO', n.º 19,550, de 10 de Setembro de 1974 (Terça-feira);
Assuntos em destaque:
1.ª página
7 de Setembro: O DIA MAIS LONGO
- DENTRO DE 48 HORAS O GOVERNO DE LISBOA RESPONDERÁ ÀS REIVINDICAÇÕES APRESENTADAS PELO MOVIMENTO DA LIBERDADE
Ontem junto à R.M.L.
- EXTRAORDINÁRIA CONCENTRAÇÃO HUMANA MANIFESTA-SE CALOROSAMENTE A FAVOR DO MOVIMENTO MOÇAMBIQUE LIVRE
- 'Tolerância, entendimentos, boa-vontade'
Última página
- DETURPAM-SE OS FACTOS EM ANGOLA
- CHEFE DO GOVERNO CONTINUA MAL INFORMADO
- LISBOA COMEÇA A APOIAR O MOVIMENTO MOÇAMBIQUE LIVRE
- A FALSA VERSÃO DA 'REUTER' SOBRE OS ACONTECIMENTOS EM MOÇAMBIQUE
- SOMOS OU NÃO PORTUGUESES?
- GOVERNO PORTUGUÊS MANTÉM CONTACTOS COM A FRELIMO
- 'POVO SOBERANO' - Por Tibério gil
Nas páginas interiores
- MOÇAMBIQUE LIVRE ALARGADO A TRIGO DE MORAIS
Em manifestação de apreço
- O 'DIÁRIO' JORNAL DO POVO? SIM - M. M. Cruz;
- A DETA ADERIU AO MML
- EDUARDO REBELO PEDE ASILO POLÍTICO À ZÂMBIA
- O PRODUTO DE UM DIA DE TRABALHO PARA O MOVIMENTO DA LIBERDADE
- POPULAÇÕES NEGRAS ADEREM AO MML



Preço: 200,00€ (LOTE COMPLETO)

Portugal & PREC - 'ÁLVARO CUNHAL HERÓI SOVIÉTICO', de Francisco Ferreira - Lisboa 1976




Portugal & PREC - O percurso do Secretário-Geral do Partido Comunista revelado por um ex-colaborador e militante


'ÁLVARO CUNHAL HERÓI SOVIÉTICO'
De Francisco Ferreira
Edição do autor
Distribuição O SÉCULO
Lisboa 1976


Livro com 138 páginas, ilustrado e em muito bom estado de conservação.
De difícil localização.
Raro.


Da contra-capa:
"Dois bandidos continuarão a ser mais fortes do que dez homens honestos, enquanto esses dez homens não se puserem de acordo entre si..."
(Palavras de Álvaro Cunhal a Yulia Petrova, em 1963)



Do ÍNDICE:
- PREFÁCIO - Por José Augusto Seabra;
- Dedicatória - F. Ferreira, 4 de Novembro de 1976;
- Como se forja um 'herói' - 1.ª Parte;
- Hastes sem bandeira;
- ILUSTRAÇÕES
- Como se forja um 'herói' - 2.ª Parte;
- Outra versão;
- Presos políticos ricos;
- Em Bucareste;
- Injustificável;
- Fiel Amigo;
- Delinquentes honestos;
- Partido pobre;
- Detenção de Cunhal;
- Incomunicabilidade;
- Fuga de Peniche;
- Encontro em Moscovo;
- No campo de Santana;
- Decaneto;
- Congresso da juventude;
- Nas malhas de polícia;
- Saneamentos;
- 'Tolerância';
- Regresso a Lisboa;
- Na Cova da Moura;
- Tentativa de outra ditadura;
- 'Terra queimada'...e depois?;
- ILUSTRAÇÕES
- NOTAS FINAIS E ANEXOS
- Cunhal e Delgado;
- Cunhal visita Brejniev;
- A Sibéria como prémio;
- A 'auto-promoção';
- Visões delirantes;
- Resposta a Kandine;



Preço: 27,50€

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Angola - UNITA & Guerra Civil - 'ANGOLA - ONDE OS GUERREIROS NÃO DORMEM', de Urbano Chassanha - Lisboa 2000 - MUITO RARO




Angola - UNITA & Guerra Civil - Um general branco nas fileiras da guerrilha liderada por Savimbi relata a resistência e a guerra civil


'ANGOLA - ONDE OS GUERREIROS NÃO DORMEM'
De Urbano Chassanha
Editora QUOD
Lisboa 2000


Livro com 212 páginas, muito ilustrado e em muito bom estado de conservação.
De muito, muito difícil localização.
MUITO RARO.


Da Dedicatória:
"Dedico este livro à memória do meu grande e velho amigo Felizberto Salvador Ramos, um algarvio, como queria que lhe chamassem, e que conhecia Angola e o pensar dos seus povos como poucos angolanos. Encorajou-me sempre a prosseguir com os meus ideais, fossem quais fossem as dificuldades. Dizia amiúde que o valor de um homem se media pela consequência e persistência com que defendia os seus ideais perante as contrariedades. Velho amigo, este livro é a prova que continuo firme nos meus propósitos. As dificuldades são enormes mas sigo em frente. Até um dia destes!...

Dedico-o também à memória dos milhares de angolanos que pereceram e continuam a perecer no conflito angolano e dos quais ninguém conhece sequer a sua última morada.

Dedico-o ainda a Wong Wei Sam, meu amigo das horas difíceis e meu mestre em arte de guerra e sobrevivência. Além do nome, o que sei dele é tão pouco que nem me permite procurar a sua família e mostrar-lhe a sua sepultura. Sei que era moçambicano de origem ch inesa, sei que trabalhava na Companhia Mineira do Lobito, em Jamba Mineira, na Província da Huíla, e nada mais. Conheci mais do seu carácter do que da sua identidade. Corajoso como nunca vi ninguém, viu-se envolvido num fogo cruzado de uma guerra que não lhe pertencia apenas para sobreviver. Nem isso ele conseguiu!..."



Da Introdução:
"Numa metáfora deveras curiosa, um colega meu comparava Angola a uma noite e filosofava assim: 'Os militares não dormem, os políticos não acordam e por isso mesmo o povo não pode sonhar'.

Não me considero dono da verdade absoluta nem penso que alguém possa ter esse tipo de pretensão. Decidi escrever este livro apenas com o objectivo de proporcionar à opinião pública uma outra visão da problemática angolana porque vivi vinte longos anos do outro lado da barricada, com a UNITA. A 5 de Dezembro de 1995, segui para Luanda como Chefe Adjunto da Delegação da UNITA à Comissão Conjunta, órgão reitor da implementação do Protocolo de Lusaka, tendo posteriormente, ao abrigo dos mesmos Acordos, tomado posse como Deputado à Assembleia Nacional, a 7 de Maio de 1997.

Por experiência pessoal, fiquei com a certeza de que os historiadores — e não coloco em causa a sua idoneidade nem tão- -pouco a sua honestidade — escrevem a história da forma que a sentiram, dependendo sempre do ponto onde se encontravam, deste ou daquele lado da trincheira. Acrescente-se a isso ainda o facto de haver simpatias pessoais que, num determinado momento, podem influenciar a maneira de pensar, tentando compreender os fundamentos de uma das partes em detrimento da razão que a parte adversa possa ter. Trata-se indiscutivelmente de um ponto de vista meramente pessoal.

Quando eu era comandante de unidades militares, costumava fazer depois dos combates aquilo que designava dinâmica ope­racional. Na presença de todos os soldados, encorajava cada um dos participantes a descrever o combate como forma de corrigirmos o que nos correra mal. A primeira vez que o fiz fiquei bastante surpreendido porque, embora estivéssemos a falar do mesmo combate, estava a ser colocado perante duzentos ou trezentos combates completamente diferentes... As diferenças chegavam mesmo a ser impressionantes. Salvo raras excepções, apenas a data e o nome do local onde o combate se efectuara coincidiam. No restante tudo diferia.

Ora se o relato difere substancialmente num simples pormenor que é uma batalha numa guerra, imaginemos quanto será abismal a diferença de pontos de vista quando tivermos de falar sobre a história de um país.

(...)

Angola, como um todo, terá imensas vantagens em negociar com quem lhe aprouver, fazendo respeitar o princípio de reciprocidade de vantagens. Cuidemos pois rapidamente da nossa «politiquice», encontrando soluções para que a paz que tarda tanto a chegar passe a ser uma constante e partamos confiantes para o desenvolvimento e progresso social.

Quando estudamos história, ressaltam imediatamente duas questões fundamentais : as causas e as consequências. Falaremos das causas."



Da contra-capa:
"Passar da arte da guerra para a arte da escrita não é tarefa totalmente incomum. ambas exigem um esforço interior elevado, um sentido de exposição pessoal cuidado. ambas encontram no sentido da conquista do outro...
É o que António Manuel Urbano fez. Transitou da arte da guerra para a arte da escrita. Para quem o conhece não deixou de ser um passo natural, contador de estórias exímio que é, tal qual exímio guerrilheiro...
O 'Chassanha'... guerrilheiro da UNITA, uma lenda em Angola, é António Manuel Urbano também.
Foi na UNITA simples instrutor militar, comandante de guerrilha, comandante de companhia, de batalhão, de Brigada das Forças Estratégicas e Chefe do Departamento de Estudos, Pesquisa e análise do Estado-Maior das FALA. Organizou o Departamento de Feridos de Guerra, acompanhou todas as fases da guerra civil em Angola e, no pós-crise resultante da fraude eleitoral chefiou a Repartição de Operações do E.M.G. das FALA. Conheci-o em 1992 no Huambo. (...) Foi eleito deputado pelo círculo Provincial do Huambo. Participou na última fase dos 'Acordos de Lusaka'.
Foi Chefe-Adjunto da Delegação da UNITA à Comissão Conjunta, órgão reitor da aplicação do 'Protocolo de Lusaka'.
'Chassanha', o general e deputado, foi também Primeiro Secretário do Grupo Parlamentar da UNITA, cargo que abandonou com o reacender de uma terceira guerra civil, pedindo suspensão do seu mandato.
Jofre Justino"



Do ÍNDICE:
Dedicatória;
Introdução;
— Causas:
1. — Exclusão;
2. — Tribalismo;
3. — Racismo;
4. — Religião;
— Acordos de Alvor;
— Consequências do Acordo de Alvor:
1. — Resistência
— Acordos de Paz de Bicesse;
— Consequências dos Acordos de Bicesse;
— Acordos de Lusaka:
1. — Violações do Governo;
2. — Violações da UNITA;
— O retorno à guerra;
— Operação restauro;
— O regresso à guerra de guerrilha;
— O futuro;

Conclusão
Anexo I
— Plano Estratégico de Implosão da UNITA Militarista (Segredo de Estado)
Anexo II
— Cronograma de acções para a conclusão dos Acordos de Lusaka (Confidencial).



Preço: 75,00€

Ultramar & Colonialismo - 'ÁFRICA BANTÚ - Raças e Tribos de Angola', de Luiz Figueira - Lisboa 1938 - RARO



Ultramar & Colonialismo - Vasto e aprofundado estudo sobre as tribos e raças de Angola


'ÁFRICA BANTÚ - Raças e Tribos de Angola'
De Luiz Figueira
Edição Oficina Fernandes
Lisboa 1938


Livro com 402 páginas e em bom estado de conservação.
De muito difícil localização.
RARO.

Um vasto e aprofundado estudo sobre as tribos e raças de Angola, de muita utilidade para investigadores e historiadores.


Preço: 0,00€ (indisponível)

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Moçambique & Guerra Colonial - 'A Revista', de 08 de Maio de 1993 ('ANGOCHE - A ÚLTIMA VIAGEM') - MUITO RARA




Moçambique & Guerra Colonial - O desaparecimento da tripulação do navio 'ANGOVCHE' após uma abordagem em alto mar em Abril de 1971


'A Revista', do semanário EXPRESSO, de 08 de Maio de 1993 ('ANGOCHE - A ÚLTIMA VIAGEM')

"Em Abril de 1971, desapareceram da costa de Moçambique os 24 ocupantes do navio 'Angoche'. O barco foi encontrado em chamas e à deriva com sinais de uma explosão a bordo. A PIDE/DGS não descobriu as causas do incidente, tendo sido feitas várias investigações sem resultado ao longo dos últimos 22 anos. Desde ataques de submarinos chineses a explicações sobrenaturais, de tudo se falou a propósito deste caso. Com o depoimento do comandante do navio achador e as revelações de Orlando Cristina sobre a sua operação secreta na Tanzânia, é hoje possível fornecer novas pistas para a solução daquele que sempre foi considerado um dos mais intrigantes casos da nossa recente história marítima."



Editada em Lisboa, como suplemento do semanário 'EXPRESSO', com 70 páginas e muito ilustrada.
Em muito bom estado de conservação.
De muito difícil localização.
MUITO RARA.


Temas em destaque:
- 'ANGOCHE - A ÚLTIMA VIAGEM'
Reportagem de António Alfaiate, com 10 páginas, muito ilustrada e capa.
"Um navio foi encontrado em chamas e à deriva, sem sinais dos seus tripulantes. Chamava-se 'ANGOCHE' e protagonizou uma estranha história passada em Moçambique no ano de 1971. Na altura, soube-se que tinha sido alvo de um acto de sabotagem. Mas a lista das contradições é desconcertante:
- o navio transportava material de guerra, mas este não foi roubado nem destruído;
- a PIDE/DGS investigou e não conseguiu chegar a conclusões, mas Marcelo Caetano afirmou os tripulantes tinham sido comidos por tubarões;
- após 'descobrir' o 'ANGOCHE', o capitão do navio que o encontrou fugiu durante dias às autoridades portuguesas sen dar qualquer informação.
Acumularam-se suspeitas: os passageiros 'foram vistos' na China, em prisões na Tanzânia e de Moçambique. 'Apareceram' falsos sobreviventes e falsos informadores. Falou-se de pirataria, de transporte de ouro, de assalto com barcos e submarinos. Alguns tripulantes foram acusados de colaborar.
Construíram-se processos de intenção contra individualidades e acusaram-se as famílias dos desaparecidos.
Confrontaram-se as culpas de sucessivas oposições e governos. Inventaram-se muitas histórias fantasiosas.
Mas nada ficou resolvido.Nem os tripulantes nem os culpados apareceram, e o mistério manteve-se.
Durante 22 anos, acumularam-se centenas de notícias, assim como alguns milhares de páginas de processos com uma longa história de investigações.
Do cruzamento dos elementos hoje disponíveis, incluindo as entrevistas e informações recolhidas em exclusivo pelo 'EXPRESSO', foi possível traçar um quadro mais rigoroso, reconstituindo os principais momentos deste controverso caso do 'ANGOCHE'."



22 anos depois do desaparecimento da tripulação do 'Angoche', o levantar do véu sobre um caso que apaixonou a opinião pública e que a PIDE/DGS nunca conseguiu resolver
- A TRIPULAÇÃO PERDIDA
- O primeiro contacto;
- A bordo do 'Angoche';
- A África do Sul;
- Lista dos desaparecidos;
- De novo na capital;
- A 'Conversa em Família' de Marcelo Caetano;
- Dos factos à imaginação;
- A reabertura do processo;
- Duas versões insólitas;
- O relato de Orlando Cristina;


Destaque para um quadro comparativo das informações recolhidas pelo jornalista entre os dias 26 de Abril e 06 de Maio de 1971, segundo a 'Imprensa', a 'PIDE/DGS', 'Acções do Comando Naval de Moçambique', 'Diligências da Companhia Nacional de Navegação' e o 'Percurso do 'ANGOCHE' e do 'ESSO PORT DICKSON'.



Preço: 75,00€;